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NA ERA DAS “FAKE NEWS”, MAIORIA CONFESSA QUE NÃO CHECA INFORMAÇÃO

Fenômeno do momento, especialmente com o uso de redes sociais, as “fake news” ou notícias falsas estão por todo o lado, principalmente em período de eleição com debates acalorados. A disseminação preocupa autoridades, que movem campanhas contra as notícias mentirosas. Nas ruas, ainda assim, uma volta no Centro da cidade e a conversa com as pessoas indica que a maioria não sabe o que é o fenômeno ou como checar se uma informação é falsa ou verdadeira antes de passar para frente.

Muitos afirmam saberem do que se trata, mas diante de uma notícia falsa, acabam acreditando. Em outros casos, as ideologias e paixões pessoais acabam por ser o “guia” para identificar se a notícia é falsa ou não. A reportagem fez um teste, e mostrou para algumas pessoas uma manchete falsa a respeito do deputado federal Jean Wyllys (Psol), um dos maiores alvos das fake news no Brasil, e teve quem acreditou.

Valdeci da Conceição, 48, é ajudante de motorista e tentou definir o que são as fake news. “São conversas que na realidade não são verdadeiras. As pessoas passam umas pras outras e quando vai ver não é nada daquilo”. Questionado sobre métodos para verificar os fatos, ele não soube dizer.

“Eu não sei bem explicar, mas tem coisa que não dá para acreditar”, afirma. Valdeci viu a notícia que a reportagem mostrou, que afirma que o deputado queria retirar trechos homofóbicos da bíblia, e acreditou. Ao ser confrontado com um site de checagem, se disse surpreso. “Fiquei bastante surpreso, ele luta contra o pessoal que é homofóbico”.

Foto: Izabela Sanchez

Quem também se surpreendeu foi Clodinei Pacheco, 48, motorista. Ele acreditou na notícia, e afirmou que “vindo dele não é de se duvidar”. Para o motorista, qualquer notícia sobre o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) “é falsa”, mas declarou que “não procura checar”.

O motorista Marcos André, 26, também “caiu” na manchete falsa, apesar de dizer que “checa” as notícias. “Às vezes aparece em Facebook como se fosse uma matéria. Eu já caí e fui pesquisar. Costumo checar sim, pelo google, converso com mais pessoas”, explicou.

Adelaide Pedroza Marques, 58, não sabia o que são as notícias falsas. Ela também afirmou que não lê notícias e que se informa pela nora, que repassa informações. “Ela que vê o noticiário”. Ela afirma ter visto “uma notícia” de que o Bolsonaro “mataria todos os presos quando saísse do hospital”.

“Não posso falar nem que sim nem que não [informação verdadeira], por causa do gesto que ele fez”, declarou, referindo-se ao sinal de estar “armado”, marca do candidato.
Quem também não sabia o que era o fenômeno é a atendente Nadide Dias, 23. “Depende da notícia, mas não sei como checar”. Apesar de não ter informações, ela desconfiou da manchete mostrada pela reportagem e acertou, dizendo ser falsa.

O caixa Maurício Azevedo Lima, 20, soube responder o que era fake news e descreveu como checar a informação. Ele não acreditou na notícia mostrada pela reportagem.

Foto: Izabela Sanchez

“Recebo no facebook e nem perco meu tempo. Só pelo nome já dá para desconfiar. Geralmente eu procuro saber muito sobre política. Falta informação às pessoas, ler, assistir jornal, sair das redes sociais”, comentou.

A atendente Alenilce Silva Santana, 38, também afirmou que não costuma ler notícias ou checar informações, mas desconfiou da manchete e acertou, dizendo ser falsa. “Acho que eu não saberia checar”, afirmou.

O aposentado Luiz Carlos Garcia, 54, foi quem melhor definiu como checar informações, além de não ter acreditado na manchete sobre o deputado federal. “São matérias falsas que correm na internet para enganar o cidadão. Hoje nós temos a imprensa, se a imprensa não deu é falsa. Infelizmente está pegando mais as pessoas humildes. Já recebi vários, mas não passo para frente, porque a pessoa se torna coautora desse crime”, declarou.

Fake news – Antes de compartilhar qualquer informação, confira dicas para não disseminar notícias falsas. O primeiro passo é verificar a fonte da informação em sites ou veículos de comunicação confiáveis; ficar atento com manchetes bombásticas. Leia a matéria completa e não apenas o título.

Além disso, também é importante verificar quem é o autor da informação e se ele realmente existe. Observe a data da publicação, se é atualizada e questione se a informação é uma piada, ironia ou gozação. Compartilhar notícias falsas, que prejudicam a imagem, pode ser considerado crime contra a honra (calúnia, injúria ou difamação).

Fonte: https://www.campograndenews.com.br/lado-b/comportamento-23-08-2011-08/na-era-das-fake-news-maioria-confessa-que-nao-checa-informacao

Foto: Izabela Sanchez

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