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MANCINI PAGA POR DECISÕES, CORINTHIANS PERDE GOLS E SUCUMBE AO PEÑAROL EM ITAQUERA

Quando Vagner Mancini e sua comissão técnica analisaram os jogos recentes do Peñarol, imaginaram que o melhor Corinthians para encarar a equipe uruguaia na Neo Química Arena, na noite desta quinta-feira, seria um time experiente, com meio-campo técnico e que apostasse nos lançamentos de Cantillo, na troca de passes de nomes como Fagner, Camacho e Luan e num jogo de referência de Jô.

De fato, o Timão conseguiu trabalhar bem a bola na primeira etapa, teve volume, posse (64%), criou mais chances (sete a seis), mas perdeu gols que não poderia perder e sucumbiu a um time que se mostrou muito mais eficiente e pronto para vencer um jogo deste tamanho, entre dois gigantes.

E que, por isso, é o favorito a ficar com a primeira posição do grupo, a única que leva ao mata-mata.

A derrota por 2 a 0 para o Peñarol mostrou um plano de jogo que fracassou diante de decisões que se mostraram equivocadas. De Mancini e de alguns jogadores.

Veja a coletiva de Vagner Mancini, do Corinthians, após a derrota para o Peñarol, na Sul-Americana

Veja a coletiva de Vagner Mancini, do Corinthians, após a derrota para o Peñarol, na Sul-Americana

Aqui não questiono a escolha de não dar chance aos jovens do time B no time titular. Mas a erros técnicos de atletas de todos os setores, e estratégicos por decisões questionáveis do treinador.

O Timão não soube sair da marcação pressão dos uruguaios no campo de ataque. Gil e Fábio Santos sofreram com a velocidade dos atacantes carboneros. Sem pegada, o meio-campo foi passarela para o desfile dos uruguaios. O time uruguaio se apresentou intenso e se aproveitou de um bote errado de Bruno Méndez no meio-campo para conseguir o seu gol bastante cedo, aos 12 minutos.

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Com espaço para jogar, o Timão respondia com bolas longas de Cantillo para a direita, encaradas no um contra um dos pontas e boas tramas com a bola no chão com Camacho, Fagner e Luan. O meia, aliás, buscou jogo e perdeu duas boas chances de gol.

O Peñarol também criou mais chances de perigo, parando em Cássio. Jô, em mais uma noite apagadíssima, foi outro que teve bola açucarada nos pés, mas finalizou muito mal, errando o alvo.

Mas é preciso falar da escalação de Léo Natel, que já havia feito um jogo ruim no empate sem gols contra o River Plate no Paraguai. Embora seja um jogador muito esforçado, combativo e com chute forte, o atacante não justificou vencer o duelo com o concorrente Gustavo Mosquito.

Léo Natel teve atuação abaixo da média em Corinthians x Peñarol — Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Léo Natel teve atuação abaixo da média em Corinthians x Peñarol — Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O intervalo veio e, com ele, a óbvia sensação de que o time precisava corrigir a pouca pegada no meio-campo e subir o nível de seu ataque, que sucumbia com Jô e Natel. Mas Mancini não mexeu.

– Minha intenção já era mudar no intervalo, mas bati um papo com eles e decidi dar mais um tempinho – justificou, talvez com arrependimento.

 

O time não voltou bem. Léo Natel, parecendo sentir a angústia de uma má atuação, errou ainda mais. O Peñarol trocou passes e, de forma muito eficiente, chegou ao segundo gol após cruzamento da esquerda. Mancini, então, mexeu. Entraram Mosquito, Vitinho e Ramiro. Saíram Natel, Luan e Camacho.

Bruno Cassucci e Marcelo Braga comentam Corinthians 0 x 2 Peñarol

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A saída de Luan, outro ponto questionável. O técnico justificou dizendo que precisava tornar o time mais ágil, mas na prática pouco melhorou. Cauê e Gabriel Pereira entraram nas vagas de Jô e Otero.

Com o Peñarol cozinhando o galo, o Corinthians dos meninos lutou até o final na busca por um milagre. Fagner, de falta, até acertou a trave no finzinho, mas não havia força nem capacidade para bater um Peñarol tão cheio de personalidade. No fim, foram 17 finalizações contra oito.

Agora em terceiro do grupo, o Timão vê a classificação na Sul-Americana com mais distância, embora ainda exista possibilidades. Restam quatro jogos, os dois próximos fora de casa: contra o Sport Huancayo, no Peru, e diante do mesmo Peñarol, em Montevidéu.

A pressão em Mancini pela derrota será natural. Depois de vencer o clássico contra o Santos com muita autoridade, num duelo de seu time B com os reservas do time da Baixada, o torcedor depositou muita esperança neste jogo. Num ano atípico e com jogo atrás de jogo, porém, o domingo oferecerá a ele uma nova chance de paz, num clássico contra o São Paulo na Neo Química Arena.

Num processo de remontagem da equipe como esse de 2021, decisões equivocadas sempre poderão aparecer. Cabe a Mancini e aos atletas terem a leitura certa para evitar estragos muito grandes.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/noticias-corinthians-analise-derrota-penarol-mancini-decisoes-gols-perdidos.ghtml

Foto: Staff Images/Conmebol

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