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GOVERNADOR DIZ QUE SECRETÁRIOS DEVEM TRABALHAR COM DEDICAÇÃO E DIÁLOGO; CONFIRA DISCURSO

O governador Reinaldo Azambuja deu posse ao secretariado do Governo de Mato Grosso do Sul para a gestão 2019/2022. Confira na íntegra o discurso do chefe do Executivo Estadual, recém empossado para o segundo mandato.

Senhoras e senhores, 

Tenho o dever de iniciar este pronunciamento fazendo aqui um sincero agradecimento público à toda nossa equipe de governo. …. a cada um dos líderes, técnicos, especialistas e servidores que estiveram ao nosso lado, nesses últimos quatro anos, emprestando ao Estado do Mato Grosso do Sul conhecimento, experiência, inteligência, competência, criatividade e seriedade. 

Todos sabem: este foi um tempo de trabalho duro, marcado pelo enfrentamento de problemas e desafios enormes. Tempo também de grandes sacrifícios. Tenho orgulho de constatar que, mesmo nos momentos mais graves, jamais faltou à nossa equipe coragem, dedicação e uma intensa solidariedade às causas do nosso Estado.

Cada um dos secretários e dirigentes que compartilhou conosco a responsabilidade de governar deixa um legado importante: de um trabalho responsável, respeitado e transformador. Sem exceção. Da mesma forma, tenho o dever de, mais uma vez, agradecer aos Poderes e as instituições do nosso Estado, que caminharam conosco, lado a lado, nesse tempo, nos oferecendo permanente solidariedade. 

Também é hora de reconhecer: a conjuntura não permitiu que fizéssemos tudo o que estava planejado. É verdade!  Mas fizemos muito mais do que era possível para uma gestão desafiada o tempo todo por múltiplas e severas crises nacionais. 

Hoje, nosso painel de controle aponta um indicador emblemático, que mede bem a dimensão do esforço empreendido: 86% dos compromissos assumidos com a população foram entregues.   E este será o nosso novo ponto de partida. De recomeço.  Tal como fizemos desde o primeiro momento em que assumimos o governo, vamos trabalhar com objetivos claros e metas factíveis, alcançáveis. A partir delas, a ordem é seguir em frente, buscando de forma obsessiva resultados.

Neste caminho, vamos adensar os princípios que norteiam o nosso modelo de gestão. Cujas bases, repito, foram buscadas nos desejos, críticas e demandas da população e lançadas no nosso primeiro mandato. E aqui, peço licença para me dedicar um pouco mais a este tema:  Estarão sob a guarda de cada um dos secretários hoje empossados, neste ato, as diretrizes gerais do nosso governo. 

As senhoras e os senhores estão aqui para atender e servir a um único interesse: o interesse público. Isso significa que cada decisão, no dia a dia da administração, deve estar pautada pelo regime de máxima austeridade e o rigoroso zelo com cada centavo de dinheiro público, resultado dos impostos pagos com tanto sacrifício pela população. Servir ao interesse público nos obriga, em todas as áreas, qualificar o gasto e os investimentos, para alcançar alta eficiência e resolutividade. 

Aqui, vamos trabalhar em um ambiente de intensa valorização dos indicadores de transparência sobre as medidas e decisões de cada secretaria, de cada unidade administrativa e do governo de maneira geral. Esta é uma exigência da nossa sociedade, que já estamos cumprindo. E campo onde sempre queremos avançar mais.

Mas há outras áreas esperando por projetos inovadores e soluções modernas. O serviço público não pode dormir em berço esplêndido, enquanto os progressos e os recursos da tecnologia avançam em velocidade indescritível. 

E aqui cabe uma importante reflexão sobre a natureza do nosso trabalho: – quanto tempo, esforço e gastos sobrepostos poderiam ser economizados, racionalizados e melhor empregados com uma correta utilização das inúmeras ferramentas tecnológicas disponíveis?

Chegou a hora de transformar o Estado guardião de toneladas papel, dos carimbadores de plantão, das filas e demora intermináveis, da burocracia sem limites por um estado Digital, facilmente acessível, transparente, ágil e da mesma forma responsável.

No lugar de ser um entrave à vida das pessoas, precisamos agir para facilitar o dia a dia dos cidadãos, das empresas e das instituições. Essas e outras são cobranças corretas que convocam o serviço público brasileiro a dar respostas e oferecer soluções em curtíssimo prazo, ou se ampliará ainda mais, de forma perigosa, a enorme defasagem existente entre o Estado e o mundo real.

Senhoras e senhores,

Em tempo de escassez de recursos, como o atual, nosso máximo desafio é gastar menos e fazer mais, o que pressupõe gastar bem e com rigorosa responsabilidade. Acredito que largamos neste segundo mandato com uma boa vantagem competitiva:  Já conhecemos de perto grande parte dos problemas que nos aflige em cada área.

Vivemos experiências exitosas e transformadoras nesses anos. Da mesma forma, sabemos o que, por uma razão ou outra, não funcionou bem. Este é um indicativo importante, porque nenhum governo reformador e transformador é infalível.

Assim, o nosso intenso aprendizado comum nos ajudará agora a não repetir erros ou insistir em soluções que efetivamente não deram a resposta esperada. 

Estamos, todos nós, desafiados a buscar saídas para antigos e novos problemas. E, para tanto, vocês contarão com o máximo interesse e a dedicação desse governador. Temos objetivos muito claros, e focos de resultado bem definidos:  Em especial, quero terminar esse segundo mandato com todo o nosso sistema de saúde funcionando bem e de forma regionalizada. 

Vamos perseguir sem descanso a melhoria da qualidade da educação pública, porque essa é a matéria prima do futuro. E, com a excelência do trabalho em curso, acho que podemos olhar adiante, para os anos que virão, e vislumbrar o maior crescimento do IDEB no Centro-Oeste.

A nossa experiência nos permite dizer que o terceiro estado mais seguro do Brasil tem uma densa contribuição a dar ao País, no campo do controle das nossas fronteiras e do combate ao crime organizado.  Precisamos continuar avançando como fizemos nesses anos na expansão do saneamento. Não é possível que em pleno século 21 grande parte do país não ofereça um serviço tão básico. Da mesma forma, no plano nacional, vamos ter voz ativa na discussão de saídas práticas para provocar um novo salto na oferta de logística e infraestrutura de qualidade.

Está absolutamente patente a incapacidade dos governos regionais e também do nacional, de maneira geral, de proverem sozinhos esta grande demanda. Por isso, também nesse campo, temos que nos preparar para estar aptos a gerir novas soluções e parcerias em diversas modalidades. Isso é muito importante porque trata-se da base que sustenta qualquer processo de crescimento. 

E nenhum outro ativo é mais importante do que este para nós – uma retomada firme, segura, duradoura, do nosso processo de crescimento. Dele dependem novos e bons empregos. Melhor renda. Democratização de oportunidades.  E mais capacidade de investimento do estado. É esta dinâmica de um ciclo virtuoso que queremos estabelecer como ponto de chegada.  

Senhoras e senhores,

Há, como todos podem ver, desafios de grande envergadura em todos os campos… em cada uma das políticas públicas. Se cada secretário deve estar naturalmente mobilizado pelo trabalho setorial, uma gestão moderna também não pode ignorar os requisitos da transversalidade entre as políticas públicas. Afinal, um cidadão impactado por uma educação de qualidade, por exemplo, sempre cuida melhor da saúde; e deixa de ser presa fácil da criminalidade. 

Agora mesmo vivenciamos uma rica experiência dessa forma de trabalhar: ao tratar problemas de saúde básica dos alunos da rede pública, a Caravana na Escola deu uma bela contribuição para a melhoria do desempenho em sala de aula.  Imaginem o impacto positivo gigantesco, na segurança, na educação, na saúde, na formação de mão de obra e geração de renda, de programas extensivos como o MS Digital, que vai conectar todo o nosso estado através de fibra óptica! 

Ou seja, há muito ainda por fazer. Temos muito trabalho pela frente.

Quero dar as boas–vindas à nossa equipe de governo a este segundo e definitivo mandato. Agradecer e reiterar o convite às instituições do Estado, para que continuem compartilhando conosco decisões e responsabilidades. Espero que daqui a quatro anos possamos fechar esse novo ciclo de governança como fechamos o primeiro: nos diferenciando de grande parte do país. Nem todos sabem e é bom que se diga que, neste momento, a maioria dos estados brasileiros tenta cumprir a agenda de reformas que o Mato Grosso do Sul já venceu e realizou nesses anos. Esta condição, no entanto, não é motivo para qualquer acomodação. Pelo contrário. Precisamos avançar muito mais. 

E para avançar muito mais, não se enganem: é preciso trabalhar com coragem, competência, dedicação, desprendimento, humildade; espírito conciliador e diálogo. 

Queremos um governo seja capaz de criar novas convergências em torno de objetivos comuns, coletivos, que são também objetivos e sonhos da nossa sociedade organizada. Para tanto é preciso ouvir. Críticas, boas ideias e inovações. Isso significa criar espaços cada vez mais amplos para a participação. De todos. Das instituições, das empresas, das pessoas. 

Portanto, senhoras e senhores, vamos voltar ao trabalho com força renovada. Mãos à obra. Porque a mudança de verdade continua. Ela é o espírito que move o nosso compromisso permanente com a população. Meu desejo pessoal é que jamais deixe de pulsar, em cada um de vocês, em cada um de nós, a chama do inconformismo, da mudança, vontade de fazer diferente… da busca pelo melhor. Vamos trabalhar muito, sem descanso, para estar à altura da confiança e do sonho sul-mato-grossense.

Muito obrigado!

Reinaldo Azambuja

Governador do Estado de Mato Grosso do Sul

Fonte: Portal do MS
Foto: Portal do MS

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